Isabella Ricci, do Circuito do Ouro

Bate-Papo – Caderno de Turismo do Jornal Estado de Minas – 24/1/17

Isabella Ricci, diretora do Circuito do Ouro

 

1 – Qual o papel da Associação do Circuito do Ouro?

A Associação do Circuito do Ouro (ACO) é uma entidade privada sem fins lucrativos e tem como missão e leva a sério a responsabilidade de representar seus associados, apoiar e promover o desenvolvimento do turismo sustentável na região do Circuito Turístico do Ouro, por meio da articulação dos setores, empresariais, governamentais e sociedade civil e da indução de políticas, planos e projetos, reforçando a identidade regional.

 

2 – Quantos e quais são as cidades integrantes?

São 15 municípios associados, e destes, 14 estão organizados em roteiros: Caeté, Barão de Cocais, Santa Bárbara, Catas Altas, Mariana, Ouro Preto, Ouro Branco, Congonhas, Itabira, Nova Era, Nova Lima, Rio Acima, Itabirito e Sabará.

 

3 – Qual a importância de estar associado?

O município associado além de participar da política pública de regionalização do turismo dos governos federal e estadual, o que facilita o acesso a programas, captação de recursos e organização do destino pode desfrutar do plano de trabalho que a Associação do Circuito do Ouro executa, sempre com a aprovação e participação dos associados. O plano de trabalho passa por projetos de apoio na organização e gestão territorial do turismo e das políticas públicas municipais, da articulação com as principais entidades do setor do turismo e da promoção regional, para que o turista chegue aos destinos de maneira orientada e organizada.

 

4 – Quais foram as principais ações desenvolvidas pelo Circuito do Ouro, em 2016?

O convênio com a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais possibilitou a ampliação de nossas ações, especialmente no marketing do destino. Nossa relação com os empresários da região também foi mais efetiva. Foram realizadas algumas capacitações, como o workshop “Turismo, que negócio é esse?!” em Ouro Preto, que trata do funcionamento do mercado turístico. Além de participação em feiras e ações estratégicas de gestão junto aos municípios.

 

5 – Quais os planos da entidade para este ano?

Apesar da crise econômica que atingiu muito a região, as ações de marketing deram retorno positivo e para 2017 estamos negociando parcerias com grandes empresas, que vão ajudar a alavancar o turismo na região. Hoje vemos como real a possibilidade do turismo ser uma alternativa econômica na região, desde que consigamos manter a associação unida em prol do desenvolvimento regional.

 

6 – Como funciona o projeto de roteirização?

O projeto nasceu da percepção de que, apesar da região ter suas similaridades, a extensão geográfica pedia uma organização turística mais didática e comercial, para facilitar e estimular a circulação do turista. Dessa forma, o Circuito do Ouro agora é dividido em 4 roteiros (“Entre Serras da Piedade ao Caraça”, “Entre Trilhas, Sabores e Aromas”, “Entre Cenários da História” e “Entre Ruralidades e Personalidades”) e diversas rotas segmentadas (histórico-cultural, gastronomia, religiosidade, aventura, entre outras), onde o turista pode escolher a melhor forma de explorar os destinos, de acordo com suas preferências pessoais.

 

7 – Quais são as ações desenvolvidas para aumentar o fluxo turístico nas cidades?

O principal ponto é disponibilizar ao público conteúdo de qualidade sobre os roteiros. É preciso informar sobre as possibilidades que os roteiros oferecem e dicas de onde ficar, quais os acessos possíveis e o que fazer, levando em consideração que as pessoas são diferentes e dessa forma têm preferências diferentes. O contato diário com nosso público através de canais digitais, como as redes sociais e o consultor on line têm nos ensinado muito sobre o comportamento que devemos ter para aumentar e direcionar o fluxo turístico.

 

8 – Quais os atrativos imperdíveis do Circuito do Ouro?

Como eu disse, as pessoas são diferentes e têm preferências diferentes, e na minha opinião isso é o bonito do turismo e o que torna a atividade humana. Cada um tem uma percepção sobre sua viagem, o que torna cada experiência única. Entretanto, vale destacar a gastronomia típica da região que está cada vez mais preparada, como o pastel de angu, a jabuticaba, os primórdios da cozinha mineira! As trilhas e cachoeiras para os mais aventureiros e os atrativos históricos e a arte ainda presentes nas nossas cidades, para os mais intelectuais ou apenas curiosos sobre a história de Minas.

 

9 – Os principais desafios enfrentados como gestora da entidade?

A continuidade dos projetos e da própria entidade em momentos de mudança política, sempre preocupa. Mas especialmente, lidar com uma atividade que não é prioridade em nosso país – o que não discordo, pois sei que vivemos em um país de emergências básicas como saúde, educação e segurança – mas que poderia ser levada mais a sério e mais profissionalmente por todo o setor. É um esforço de formiguinha que fazemos e envolvimento pessoal, mas que com tantos anos de atuação e vendo a evolução, mesmo que num ritmo menor do que eu gostaria, as coisas vêm acontecendo e se profissionalizando. No fim, o saldo é positivo.

 

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