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Conheça 6 cassinos suntuosos em Minas Gerais

Os cassinos tiveram tempos áureos no Brasil até 1946, quando o então presidente Eurico Gaspar Dutra resolveu proibir a atividade no país. O fim das roletas levou vários hotéis luxuosos a falência, além de gerar uma grande onda de desemprego. Em Minas, alguns tradicionais hotéis sofreram com o fim dos cassinos e os locais, que antes atraiam celebridades e políticos, tiveram que se adaptar a uma nova realidade.

Os cassinos geravam grande renda para as cidades, já que parte da tributação era dirigida à municipalidade. Conta-se que as fichas de jogos tinham livre circulação no comércio, funcionando como dinheiro, sendo aceita até pelos engraxates.

Alguns acreditam que há chances de os jogos voltarem a ser legalizados no país, entretanto é um processo lento e burocrático para a retomada dos cassinos de forma legal.

Para conhecer um pouquinho mais do nosso estado, confira quais foram os principais cassinos de Minas Gerais.

 

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Palace Cassino, em Poços de Caldas

Construído na década de 30, é parte de um conjunto arquitetônico composto pelo Palace Hotel e pelas Thermas Antônio Carlos. O projeto ambicioso tinha o objetivo de transformar a cidade em uma das maiores estâncias hidrominerais das Américas. Neste período as roletas dos jogos iam a todo vapor e o complexo era considerado um dos mais luxuosos do país. É reconhecido como Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Poços de Caldas devido a sua história repleta de glamour. A cidade reunia outros cassinos e era considerada a “Las Vegas Brasileira”. Problemas de administração fez com que o cassino ficasse fechado por alguns anos, até que sua direção ficou a cargo do Estado, que o restaurou e o reabriu em 2014, como espaço para eventos.

palace cassino - crédito Marden Couto 

 

Grande Hotel e Termas, em Araxá

Um conjunto arquitetônico que remete a um castelo, o imponente Grande Hotel, se destaca na cidade. Fica no centro de um parque, com jardins projetados por Burle Marx e fontes com propriedades medicinais. O luxuoso interior possui estilo neo-clássico com espaço para restaurantes, bares, cinema e o antigo cassino. Com a proibição da prática na década de 40 o hotel passou a investir em outros atrativos. Atualmente é administrado pela rede de hotéis Tauá.

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Hotel Glória, em Caxambu

O hotel conta com clássica arquitetura e extensa área, localizado bem em frente ao Parque das Águas da cidade. Com hospedagem de luxo, aliando requinte e conforto aos turistas, o Hotel Glória é uma das referências na região. Durante anos o famoso Cassino Glória recebeu públicos variados como políticos, empresários e outras autoridades do Brasil, que se tornaram frequentadores assíduos, mesmo após o encerramento das atividades do cassino.

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Hotel Brasil, em São Lourenço

Uma casa de veraneio que pertencia à baronesa Ângela Queiroz de Barros, da cidade de São Paulo, foi a origem do Hotel Brasil. Adquirida pelo Sr. João Lage que viu no prédio um futuro empreendimento e o transformou em hospedagem. A Estação das Águas com suas propriedades curativas já era um atrativo para muitas pessoas na época. Entre as décadas de 20 e 40 a cidade também viveu os bons tempos dos cassinos, e durante muitos anos o Hotel Brasil possuiu um dos jogos de roleta mais famosos, até ter as atividades do cassino encerradas pela proibição da jogatina.

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Cassino da Pampulha, em Belo Horizonte

Inaugurado em 1943 o Cassino da Pampulha era um lugar de muita pompa na capital mineira. Frequentado pela elite, por políticos e celebridades, o lugar era palco de grandes festas. Faz parte do Conjunto Moderno da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer, e que se tornou Patrimônio Mundial da Humanidade, em 2016. Atualmente o espaço funciona como Museu de Arte da Pampulha.

cassino da pampulha - crédito Marden Couto

 

Cassino do Lago, em Lambari

O famoso Cassino do Lago possui uma história curiosa. Datado de 1911, é um projeto de beleza singular e teve na noite de sua inauguração a presença de grandes personalidades políticas da época. Contudo uma discussão entre prefeito e governador fez com que os laços políticos ficassem estremecidos e que isso afetasse o funcionamento do cassino, que só abriu suas portas na noite da inauguração. O prédio que é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) está sendo restaurando pelo Estado e será transformado em Museu das Águas.

 

Você acha que os cassinos devem voltar a ser liberados no Brasil? Deixe uma mensagem pra gente aqui embaixo.

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6 Comentários
  • Parabens pelo excelente artigo. Como cidadão de Poços de Caldas, fiquei lisonjeado. Legalização dos cassinos nas estâncias hidrominerais mineiras já!

  • Claro que devem ser abertos, com música de orquestra como antigamente e dane-se o poder eclesiástico com suas opiniões retrógradas (padreco pedófilo pode existir né?) . Isto iria gerar empregos e renda para as cidades com turismo e lazer, com mais restaurantes, mais lojas e mais povo trabalhador brasileiro feliz…. Espero poder ver este dia chegar…..

  • Lambari é uma das cidades do Circuito das Águas, linda e com condições de receber um cassino novamente, no prédio “Casino do Lago” que está todo reformado pela CODEMG e lindo.
    Para qual e-mail encaminho fotos?

  • Está mais do que na hora do Brasil tirar o jogo das páginas policiais e passá-lo à editoria de economia dos grandes jornais. O Estado deve ofertar o jogo legalizado para que o apostador não migre para o clandestino. O jogo no Brasil é vítima da hipocrisia do poder público, que contamina parte da sociedade. E os políticos ao invés de ficarem onerando o trabalhador com impostos, beneficiando agentes públicos com propinas originárias dos jogos clandestinos, deveriam discutir a regulamentação. Com o controle do Estado, certamente bingos e cassinos seriam significativa fonte de receita para investimentos sociais e importante instrumento de geração de empregos com é feito em vários países em todo mundo. Toda proibição é quase sempre inútil, pois nada resolve. Quem quiser jogar, e não puder fazê-lo de acordo com a lei, irá buscá-lo no mercado negro. Haverá sempre um empreendedor para dar à sociedade o que a sociedade quiser.

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