Diamantina - Passadiço da Glória

Diamantina

Dotada de cultura, gastronomia, artesanato e atividades de comércio e serviços estruturadas, Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, é um destino mineiro conhecido nacional e internacionalmente. Porta de entrada do Vale do Jequitinhonha, a cidade recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1999. História e natureza exuberante também são componentes encontrados em abundância por quem visita esta que é uma das cidades pólo do Instituto Estrada Real.

Antigo Arraial do Tijuco, o povoado surgiu, há quase três séculos com a exploração de ouro e diamantes na parte norte de Minas Gerais, na região próxima a Serra dos Cristais e teve o garimpo como principal atividade econômica, que garantiu a expansão da população deste centro histórico do Estado. Com cerca de 48 mil de habitantes, é famoso por suas ladeiras, pela religiosidade distribuída entre as igrejas centenárias e por atrativos que remetem ao século passado.

Em termos de infraestrutura, a cidade, distante 292 quilômetros da capital Belo Horizonte, também não deixa a desejar. Diamantina conta com meios de hospedagem para todos os bolsos: de hotéis a albergues; e restaurantes para todos os gostos: da comida internacional à típica culinária mineira. Entre os pratos mais famosos da região, destacam-se a paçoca de carne seca, o ora-pro-nóbis, além do frango com quiabo, do tutu com lombinho e do feijão-tropeiro.

Diamantina ainda é lembrada por revelar grandes nomes para a história do país — da sensual e abusada Chica da Silva ao ex-presidente, Juscelino Kubitschek, um dos maiores nomes da política nacional de todos os tempos. Também é de lá o compositor Fernando Brant, parceiro de Milton Nascimento.

Vesperata em Diamantina

Vesperata

Música e cultura

A cidade é tipicamente tranquila, mas nem sempre o sossego acompanha a vida dos moradores. Além de ser um município que conta com a arquitetura histórica em museus e muitas igrejas, também é palco de grandes festivais culturais. O centro histórico recebe a visita de muitos turistas que movimentam e aquecem a economia da região.

O calendário cultural se inicia com o Carnaval – um dos mais famosos do país. Nesta época há desfiles de batuques e blocos caricatos pelas ladeiras do Centro Histórico, mas são os shows das bandas de percussão como Bartucada e Bat Caverna que atraem milhares de turistas durante o feriado carnavalesco.

Logo em seguida, na Semana Santa, têm início as encenações da Paixão de Cristo, feitas muitas vezes pelos próprios moradores. Na Sexta-Feira da Paixão cerca de 100 guardiões romanos e mais de 200 integrantes caracterizados reproduzem a Via Sacra.

Já a Vesperata é famosa Brasil afora, por seu formato inusitado. Trata-se da maior manifestação musical de Diamantina, que cria um clima de nostalgia festiva pelas ruas do Centro Histórico. Os músicos se apresentam das sacadas dos casarões, enquanto o regente embala as notas musicais diretamente do centro da praça de onde também a platéia acompanha o espetáculo.

Mercado Velho - Diamantina

Mercado Velho (Fotos: Sergio Mourão)

Principais atrativos de Diamantina

Entre os atrativos, destacam-se o Mercado Velho, que foi construído em 1835 e era ponto de venda de mercadorias trazidas pelos tropeiros. Atualmente abriga o Centro Cultural David Ribeiro e a tradicional feira de artesanato, comidas, bebidas e hortifrutigranjeiros realizada aos sábados.

A Casa da Glória é integrada por duas edificações dos séculos 18 e 19 pelo Passadiço da Glória. O local já abrigou o colégio das irmãs vicentinas e hoje é sede do Instituto Casa da Glória, da UFMG.

A Casa de Chica da Silva é a antiga residência da ex-escrava e hoje é sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), enquanto a Casa de JK se transformou em um museu da vida e história do ex-presidente diamantinense Juscelino Kubitschek.

O Museu do Diamante está localizado no centro da cidade e possui objetos da época colonial, como móveis, utensílios, instrumentos utilizados para prender e castigar os escravos e para extrair ouro e diamante.

Entre as igrejas destacam-se a das Mercês, São Francisco, do Bonfim e a de Nossa Senhora do Carmo, sendo esta última, a mais rica da cidade, com altares folheados a ouro, imagens portuguesas do século 18, lustres de cristais e lâmpadas de prata.

Dica

Reserve um dia para conhecer a Vila de Biriri, situada a poucos quilômetros de Diamantina. O ideal é visitá-la aos finais de semana. No local é possível encontrar capelas, bares e restaurantes, além do Rio Biriri.

Serviço: 

Site oficial: www.diamantina.mg.gov.br

Fundação da cidade: 6/3/1831

Temperatura média: 18º C

Distância de Belo Horizonte: 292 km

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